domingo, 8 de janeiro de 2017

Convites inesperados






Hoje foi um daqueles dias (mais um deles) que pude perceber o quão valiosa é a vida. Uma simples ida a um barzinho, um local arrumadinho, aconchegante, com jeitinho de casa, pôde despertar à uma conversa daquelas que a gente nem percebe o tempo passar e quando se depara, passaram-se horas e você poderia continuar alí mesmo, naquela cadeira, trocando energia boa com quem te rodeia.
Foram tantos assuntos! Muitos causos brotaram, trocas de vivências, sonhos, planos, projetos, programas...
Assim, a gente para pra pensar o quanto perde tempo com coisas bobas, sendo que tem tudo nas mãos e não aproveita intensamente as oportunidades.
Um filme passa na cabeça e traz como trailer os momentos em que criamos mil desculpas para não aceitarmos os convites de amigos, como para um social depois de uma semana cansativa e rotineira de trabalho. Até mesmo daqueles programinhas de sábado à noite para dançar como se não houvesse amanhã e ainda ter a oportunidade de liberar toda aquela endorfina armazenada no corpo. Ou daquelas geladas nas sextas que sempre culminam em risadas e um bate papo proveitoso com a galera. Só jogar conversa fora mesmo.
O comodismo é uma das maiores pedras do caminho. Mas toda pedra pode ser removida. Precisamos acordar para a vida. Ela é tão linda! Cheia de desafios, tropeços, desilusões, desamores, sim, claro! Mas repleta de alegrias, possibilidades, novos amores, oportunidades, experiências, acertos, ganhos! 
Você precisa aprender a se equilibrar nessa balança. Se um lado pesar de mais e as preocupações estiverem começando a te consumir, dê uma rebolada e os deposite para o outro lado. Ou melhor, jogue todo esse carregamento para longe (muito melhor). Não precisamos de pesos quando a vida apresenta tantas maneiras de sermos leves.
Além disso, é importante olhar as situações de uma forma mais ampla, holística. Às vezes não enxergamos a beleza dos momentos porque estamos preocupados. Cegos.
E foi assim, em uma ida simples a um quiosque de açai (mas tão cheia de significados) que pude perceber o valor de ter ao meu lado pessoas de boa energia, viajantes, com histórias exclusivas. Eu pude enxergar. Eu me permiti.
Mas, e ai?! Já parou pra pensar em como você aproveitou seu dia? O que te fez feliz hoje? Quem esteve ao teu lado? Conseguiu enxergar algo bom enquanto o tempo passava?
A vida é tão rápida. O reloginho não para pra ninguém. Mas você pode controlá-lo. Aproveitar a vida é estar disponível para você mesmo. É se permitir. Então vai lá, lembre-se: tic-tac, tic-tac...



segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Páginas em branco- Lápis à mão



Ano novo se inciando. A primeira página já pôde ser escrita. E agora? o que virá nas próximas 364, 363, 362, 361... páginas? Aí está a graça de poder viver: as incertezas! Há um tempo, pensava que viveria mais feliz se por uma dádiva tivesse certeza de tudo o que estaria fazendo, mas não. São as experiências inusitadas que mais nos trazem resultados. Elas, claro, são intensas, recheadas daquele "friozin" na barriga. Mas vai dizer que tem algo melhor que isso?! O engraçado da vida e das novas oportunidades é nós mesmos que fazemos, com nossas escolhas, nossas ações. Ou seja, você já viu não é?! É responsabilidade única e exclusiva, SUA! Chegou a hora de tomar pra si todas aquelas publicações reflexivas e de "good vibes" que você posta nas redes sociais. Oras, você precisa as fazer valer! Faça um pacto com você mesmo. Diga o que queres realizar. Coloque metas pra alcançar. Arranque uma folha de caderno e escreva o que sonhas. Faça viagens longas, com programações e pacotes de viagens ou uma simples ida à uma praia, um "bate-volta".Guarde dinheiro para fazer aquela tatuagem que tanto queres. Compre cordas novas para o teu violão e não se tranque dentro do quarto, vá cantar para os teus familiares e amigos. Arranje uns lápis e desenhe uma paisagem ou um gato (sim, um gato). Aproveite as estações do ano. Desbrave as belezas naturais da tua cidade. Tome banho de chuva e tenha coragem de se molhar. Não recuse o convite dos amigos, saia, mesmo sem vontade, lembre-se que você pode se surpreender. Leia um bom livro (vale um gibi também). Brinque de esconde-esconde com o medo, não deixe ele te encontrar. Ligue para um amigo distante. Peça desculpas se seu coração deseja. Faça as pazes. Ouça aquela música boa no volume alto (se o seu vizinho for bacana). Adapte seu tempo. Saia para correr, sozinho ou acompanhado. Se preferir, caminhe. Dance! Chore quando preferir. Sorria, pra não precisar chorar.
E assim, você vai fazendo, escrevendo, recortando, pintando, bordando e colando! São muitos os verbos para escrever a própria história. Basta você conjugá-los!